O voo e o táxi para Alfama
Dez horas de voo, e o Tonho dormiu nove. Eu fiquei acordada olhando o mapinha do avião atravessar o oceano, como quem confere se a viagem é de verdade. Em Lisboa fazia sol e vento. O taxista falava rápido, comia as vogais, e o Tonho respondia “sim, sim” a tudo sem entender nada.
O hotel ficava numa rua de Alfama tão estreita que o táxi não entrou. Subimos a pé, puxando as malas pelas pedras, e o Tonho parou três vezes “para olhar a vista”. Eu sei que era para respirar.
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